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Novo relatório Financing Nature 2026 apresenta caminhos para financiar a proteção da natureza em escala

Estudos de caso mostram como implementar projetos que funcionam

Abelha polinizadora paira próxima a flores roxas em close-up, destacando a importância da biodiversidade e da conservação da natureza.
XINHUI GUEIFENG MOUNTAIN An Amegilla cingulifera flying near a flower at Xinhui Gueifeng Mountain © Junqiu Huang /TNC Photo Contest 2019

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Relatório Financing Nature 2026

O Paulson Institute, a The Nature Conservancy (TNC) e o World Wildlife Fund (WWF) lançaram o Relatório Financing Nature 2026

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O Paulson Institute, a The Nature Conservancy (TNC) e o World Wildlife Fund (WWF) lançaram hoje o Relatório Financing Nature 2026: uma atualização de meio de década: do progresso isolado à implementação em escala, que ressalta a importância da proteção da biodiversidade e avalia a dimensão atual da lacuna de financiamento da natureza. Desde a publicação do primeiro relatório da série, em 2020, esse déficit quase dobrou, passando de US$ 711 bilhões para US$ 1,317 trilhão por ano.

Com base no conhecimento prático reunido em estudos de caso bem-sucedidos de mais de uma dezena de organizações parceiras, o Financing Nature 2026 apresenta exemplos comprovados de como reduzir a lacuna de financiamento e conter a perda de biodiversidade por meio da ampliação de soluções financeiras voltadas à natureza. O relatório não apresenta apenas dados, mas também caminhos para a ação.

Sempre acreditei que um planeta saudável é bom para os negócios e que prevenir danos ambientais custa muito menos do que repará-los depois. Hoje, em um único mês, os governos gastam mais com subsídios prejudiciais à natureza do que investem em sua proteção ao longo de um ano inteiro.

Henry M. Paulson Jr., Henry M. Paulson Jr., presidente do Paulson Institute.

“Sempre acreditei que um planeta saudável é bom para os negócios e que prevenir danos ambientais custa muito menos do que repará-los depois. Hoje, em um único mês, os governos gastam mais com subsídios prejudiciais à natureza do que investem em sua proteção ao longo de um ano inteiro. Nenhuma outra medida liberaria tanto capital para a natureza quanto a reforma desses subsídios, e nenhuma está tão atrasada. Onde os governos acertaram nos incentivos, o capital começou a acompanhar”, analisa Henry M. Paulson Jr., presidente do Paulson Institute.

Financing Nature 2026 é lançado apenas uma semana antes da COP17, a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade, que os autores descrevem como um “teste da determinação mundial em transformar seis anos de projetos-piloto e evidências em adoção ampla”. A pesquisa mostra que o problema não é a falta de instrumentos ou comprovação, mas de vontade política, somada a políticas prejudiciais que colocam em risco a natureza e as economias.

“A TNC ajudou a desenvolver modelos pioneiros que direcionam capital real para a conservação. Esses estudos de caso comprovam que podemos proteger a natureza e fazer as economias crescerem se contarmos com as pessoas e os programas certos. Isso exige que governos, empresas, investidores e nossos parceiros em campo alinhem seus planos de clima, natureza e desenvolvimento antes de comprometer os recursos, não depois. Não estamos começando do zero. Partimos de uma década de evidências sobre o que funciona e este relatório é um chamado para avançarmos a partir delas”, afirmou Jennifer Morris, CEO da The Nature Conservancy.

O relatório Financing Nature apresenta um roteiro para transformar projetos-piloto bem-sucedidos em implementação ampla, alinhando incentivos públicos, políticas e investimento privado. Os estudos de caso mostram, na prática, como instituições públicas e privadas contribuíram para avançar na proteção da natureza.

“Já não faltam mecanismos para financiar a natureza. Precisamos apenas implementá-los em escala, e com rapidez. Acordos de Financiamento de Projetos para Permanência (PFP, da sigla em inglês), mercados de carbono em amadurecimento, investimentos de impacto e outras abordagens oferecem caminhos promissores. Este relatório comprova que essas estratégias funcionam, mas também deixa claro que precisamos implementá-las no ritmo e na escala exigidos pela perda da natureza”, explicou Carter Roberts, presidente e CEO do World Wildlife Fund

Financing Nature 2026 foi elaborado com a colaboração de organizações parceiras, entre elas Bank of America, Conservation International com BTG Pactual, Goldman Sachs, Microsoft, Rare, Enosis Capital, International Crane Foundation e Endangered Wildlife Trust , Jocotoco, One Hundred Miles, Rare Systemiq, Temasek e The Nature Conservancy. Seus estudos de caso forneceram exemplos de projetos que estão funcionando. Com base nas soluções apresentadas nesses casos, o relatório aponta cinco recomendações centrais para ampliar soluções comprovadas de financiamento da natureza e transformar modelos bem-sucedidos em práticas globais:

1. Parar de financiar a destruição da natureza.
Os governos devem reconhecer que algumas de suas próprias políticas e despesas, incluindo subsídios, incentivos fiscais, garantias de empréstimos, compras públicas e investimentos em infraestrutura, contribuem ativamente para a perda da natureza. Esses recursos devem ser eliminados ou redirecionados. Para cada dólar investido na proteção da natureza, 30 são destinados à sua destruição. Reformar subsídios prejudiciais é uma das principais medidas para reduzir a lacuna. Ao mesmo tempo, é preciso continuar fortalecendo a responsabilidade ambiental dos investimentos privados e a aplicação da legislação ambiental.

2. Tratar a natureza como infraestrutura essencial, não como um recurso gratuito.
Os governos devem tratar a natureza como capital produtivo, um ativo do qual depende toda a economia, e alinhar a política econômica, o investimento público e a gestão de riscos à sua proteção.

 

3. Enfrentar as mudanças climáticas e a perda da natureza como uma única batalha.
Governos, empresas e investidores devem alinhar seus planos de clima, natureza, desenvolvimento e investimento antes de comprometer os recursos, não depois.

 

4. Tornar o investimento positivo para a natureza a escolha mais fácil.
Governos e órgãos reguladores devem criar condições políticas e de mercado que permitam ampliar o financiamento da natureza. Os Bancos Multilaterais de Desenvolvimento e as Instituições Financeiras de Desenvolvimento devem usar seus balanços e instrumentos para mobilizar investimentos.

 

5. Ampliar o que já funciona.
Empresas e instituições financeiras devem incorporar a natureza às suas estratégias, operações cotidianas, concessões de crédito e investimentos, além de ampliar as abordagens que já apresentaram resultados.

“Nenhuma dessas prioridades precisa esperar pelas condições perfeitas”, acrescenta Hank Paulson. “Todas podem começar agora, com as instituições e os instrumentos de que já dispomos, e cada uma se torna mais viável à medida que as demais avançam. O que se exige agora não é conhecimento novo, mas vontade política e liderança contínua para agir com base no que já sabemos.”